'Precisa ter paciência', diz jovem que perdeu 62 kg com dieta e exercícios

Hugo Austrelino pesava há 2 anos 165 kg com IMC de obesidade mórbida. Ele conta que escolhia roupas pelo tamanho que lhe cabia e não pelo gosto.

 

Hugo Austrelino, 23 anos, é prova viva de que é possível perder peso com saúde. Hoje com 103 kg, ele lembra do quanto ralou para perder 62 kg de sobrepeso que conquistou com exageros alimentares. O jovem diz que "precisa ter paciência" para conseguir o objetivo com uma rotina de dieta e exercícios físicos. Para ele, nada adianta fazer se a mudança não partir da força de vontade.

“Sempre fui gordinho, mas aos 15 anos parei de jogar handebol no Corinthians Alagoano e tudo só foi piorando, até que perdi o controle”. E piorou tanto que aos 21 anos, com 1,85 m, ele estava pesando 165 kg.

O resultado do cálculo do Índice de Massa Corporal era 48,21. Isso significa que, naquela idade, ele tinha o IMC de obesidade 3, conhecida também como obesidade mórbida. “Foi o ápice. Comecei a ter dor de cabeça e pressão alta. Comia sem saber que meu organismo já estava saciado”.
Após anos usando blusas tamanho G4, hoje ele veste G (Foto: Arquivo Pessoal/Hugo Austrelino)Após anos usando blusas tamanho G4, hoje ele
veste G (Foto: Arquivo Pessoal/Hugo Austrelino)

No prédio da faculdade de direito, ele não usava escadas, pegava o elevador para chegar ao 1ª andar. As roupas, escolhia pelo tamanho, não pelo gosto.
“Cheguei a usar o número 62 para calça e vestir blusas XXE ou G4. Acontecia de ir à loja e não ter o tamanho das roupas que gostava, então comprava a que cabia”, conta ao lembrar que hoje veste 48 e usa camisas G.

Austrelino não mediu esforços para cravar uma dieta pesada e ir à academia frequentemente. A mudança começou nos hábitos começou no final de 2011. “É preciso dominar o psicológico. Parei de almoçar com a minha família. Comia antes para evitar tentações e depois ia para a sala assistir à televisão enquanto eles almoçavam”.

“Além disso, tinha duas profissionais me acompanhando que são irmãs, sendo uma nutricionista e a outra, endocrinologista. Acredito que tenha ajudado o fato de elas serem parentes, porque uma trocava informação com a outra sobre o meu caso. Elas nunca me proibiram de comer algum alimento, mas me ensinaram a perceber quando estava satisfeito”, avalia.

Hoje ele se sente renovado por sua conquista, mas diz que ainda precisa perder mais 5 kg e que mesmo depois de alcançar o objetivo, continuará fazendo exercícios. A felicidade na nova fase é intensificada pela gravidez da noiva, que está com ele desde há mais de três anos, desde a época em que era obeso.

O incentivo que recebeu dos familiares foi fundamental para a mudança na vida do jovem. “Quem quer emagrecer com saúde, precisa de paciência e apoio dos amigos e família. Tenham persistência que vocês vão conseguir”, afirma Austrelino.


Por G1/Alagoas

Segunda-Feira, 13 de Abril de 2015
  


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