Júlio Cezar se diz perseguido, rebate acusações de James

Vereador acusou o grupo liderado pelo prefeito James Ribeiro de perseguição e produzir mentiras ao seu respeito



Em entrevista na manhã desta terça-feira (14) nas rádios Farol FM e Vitório FM, o vereador Júlio Cezar rebateu o que classificou de “campanha negativa para macular sua imagem e boicotar o seu trabalho na cidade de Palmeira dos Índios”. Ele acusou o grupo liderado pelo prefeito James Ribeiro de perseguição e produzir mentiras ao seu respeito.

Na ocasião, ele relembrou o caso da Escola Nova Gersey, que praticamente foi fechada pela Secretaria Estadual de Educação e da sugestão para alocar a sede da CRE nas dependências do Colégio Estadual Humberto Mendes, mas sem comprometer o funcionamento ou fechamento daquela unidade.

“Em seu programa semanal na emissora de rádio ligada à família o prefeito James ataca seus desafetos e oposicionistas numa tentativa clara de desmoralizar as pessoas e disseminar mentiras. E o pior, ele usa dinheiro público para pagar o contrato com a rádio, se promover e atacar a reputação dos adversários. Eu tenho uma luta em defesa da Educação e todos sabem disso, jamais defendi o fechamento do Colégio Estadual ou qualquer escola, inclusive sou egresso do Humberto Mendes. O que houve foi uma sugestão para colocar a CRE por lá para salvar o Nova Gersey, mas sem fechar aquela grande escola. Eu disse e afirmo que o governo municipal foi omisso porque em nenhum momento fez qualquer declaração pública contra o fechamento do Nova Gersey. Eu fiz declarações públicas e esse pecado não cometi” condenou.

O parlamentar também fez uma série de denúncias em várias áreas. Na educação, o vereador disse que o ano letivo na rede municipal não foi iniciado e vem causando sérios prejuízos aos pais e alunos. “O ano letivo começou em alguns lugares, enquanto em outros não. Os alunos das comunidades Serra das Pias, Baixa da Lama, Serra Bonita, Montedouro e Boa Sorte estão sendo matriculados no município pernambucano de Bom Conselho. Como se não bastasse, a escola da Boa Sorte está fechada e praticamente às ruínas. Isso é um absurdo”.

Na Saúde, Júlio Cezar disse que “a rede básica está desabastecida há meses e falta de um tudo. Não têm remédios, nem correlatos e a farmácia municipal que recebe recursos do Ministério da Saúde todo mês está de prateleiras vazias. Marcar um exame, procedimento de alto custo ou complexidade é uma humilhação. Todo mundo sabe quem autoriza esses procedimentos até o Ministério Público que deve pedir investigação do caso. Os dentistas nem recebem, nem trabalham porque faltam equipamentos e insumos. Foi neste governo que o Hospital Santa Rita fechou sua emergência” apontou.

Júlio também criticou o processo seletivo para professores temporários e defendeu a imediata convocação dos aprovados nos concursos da Saúde, Educação e Guarda Municipal. “Essa seleção é um jogo de cartas marcadas, embora eles tenham vendido ilusão aos mais de 6 mil candidatos que sonharam com um trabalho. Cobro aqui a convocação dos aprovados na Saúde, Educação e da Guarda porque não podemos abrir mão do expediente do concurso público” observou.

O parlamentar também teceu críticas ao fato do município ter perdido o polo industrial. Para ele, faltou capacidade do governo para consolidar o empreendimento. “Lembram da festa de lançamento do polo industrial, pois é ficou apenas na festa porque perdemos o recurso em função do projeto não ter sido executado. E a culpa é deste governo que foi incompetente em solucionar os impasses de sua responsabilidade. Sem falar das dificuldades e falta de apoio que os empresários reclamam a todo instante” condenou.

Em relação ao seu futuro no PSDB, partido onde o vereador Júlio Cezar saiu candidato a governador nas últimas eleições de 2014 ele antecipou que esteve reunido recentemente com o presidente estadual e ex-governador, Teotonio Vilela Filho. “Em gratidão ao governador Teotonio deixei claro o meu compromisso com ele, mas não abria mão da legenda e caso não fosse possível que o partido me liberasse ou expulsasse em função da falta de espaço e problemas locais. Caso contrário não hesitaria em renunciar ao mandato até setembro” finalizou.


Por Todo Segundo

Quarta-Feira, 15 de Abril de 2015


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