'Bandido não pode ser tratado com flores', diz Antônio Albuquerque

Discussão sobre a violência em Alagoas marcou a sessão desta quarta-feira da Assembleia; 'Bandido não pode ser tratado com flores'



O deputado estadual Antônio Albuquerque (PRTB) afirmou, durante debate sobre a segurança pública em Alagoas, que 'o Estado não pode tratar bandido com flores'. O parlamentar também apontou, na sessão ordinária da tarde desta quarta-feira (15) da Assembleia Legislativa, que os resultados positivos no início do governo Renan Filho (PMDB) no tocante ao combate à violência só foram possíveis graças à mudança de postura das polícias. 

Na oportunidade, Albuquerque lembrou já ter se posicionado sobre a necessidade de o Estado garantir 'uma reação firme e adequada' contra as ações de criminosos. Porém, o deputado alegou ter sido mal interpretado, inclusive, pela imprensa local. 

“Os bons resultados da segurança pública não são fruto de um milagre operado pelo secretário de Defesa Social, Alfredo Gaspar, mas, sim, de uma postura mais firme da polícia. Não podemos tratar bandido com flores. Ele deve ser tratado como bandido. Foi com esses bandidos tombando que a segurança em Alagoas melhorou”, observou Albuquerque, durante mais uma sessão em que nada foi votado, devido ao trancamento da pauta, em virtude de vetos do Executivo a diversos projetos de lei - entre eles, o que trata de alterações na 17ª Vara. 

"Antigamente, não se podia fazer nada com um bandido. Qualquer postura era passível de uma repressão nas corregedorias das polícias Militar e Civil. É preciso que o Estado garanta a assistência necessária para estes homens, que estão diariamente no confronto contra a criminalidade”, defendeu o deputado. 

Na ocasião, o deputado Rodrigo Cunha (PSDB) lembrou que, além de uma postura mais firme da polícia, 'é fundamental também que o Estado enterre a sensação de impunidade cultivada entre os criminosos'. O parlamentar ainda apresentou dados que apontam que, apesar do alto índice de criminalidade em Alagoas, a abertura de inquéritos policiais não tem crescido na mesma proporção. 

Balanço

De janeiro a março deste ano, foram contabilizadas 26 mortes de suspeitos, número 36,8% maior do que o comparado com o mesmo período de 2014, quando foram registrados 19 casos de “Resistência com Resultado Morte”, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Defesa Social e Ressocialização (Sedres).

De acordo com relatório divulgado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB), em 2014, registrou-se um total de 52 mortes de suspeitos em confrontos com as polícias em Alagoas. Já nos três primeiros meses de 2015, chegou-se a 50% do número total de mortes registradas ao longo de todo o ano anterior.


Por Gazeta Web

Quinta-Feira, 16 de Abril de 2015

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